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Terceira idade ganha vez nas academias

Idosos têm procurado mais a atividade física com acompanhamento de profissionais

20 milhões de pessoas no Brasil são idosas e até 2050 eles serão 22% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Prova de que as pessoas estão vivendo mais e buscando mais qualidade de vida, o que implica em uma alimentação balanceada e na prática de exercícios físicos regulares.

Por isso, o número de pessoas com mais de 60 anos que entram na academia tem aumentado consideravelmente. Segundo a Associação Brasileira de Academias - Acad Brasil, o percentual de idosos que se matricularam em uma academia passou de menos de 5%, no início da década passada, para 30% na atualidade.

O objetivo é manter o vigor, cuidar da saúde e socializar com outras pessoas. É o caso de Maura Lúcia do Nascimento, de 73 anos, que mesmo praticando yoga e caminhada desde sempre, teve um problema de hérnia na coluna e precisou ser operada.

Na época, o médico disse que ela não poderia voltar a se exercitar. Só que mesmo fazendo fisioterapia, as dores incomodavam muito e não via perspectiva de melhora. Até que procurou uma outra médica que indicou como tratamento a musculação, com um plano especialmente criado para fortalecer os músculos.

Pouco depois, Maura já não sentia mais dores. “Depois da cirurgia, fiquei dez anos parada, pensando que nunca mais faria exercícios. Mas, foi só começar a musculação que me senti bem melhor, sem dores e mais disposta para as atividades do dia. Hoje, treino de segunda a sexta e também faço natação e dança”, explica.

Malhar ajudou também a fazer com que a perda de massa óssea diminuísse. “Me sinto mais forte, minha resistência física aumentou bastante e tudo isso graças à academia”, comemora.

Já o problema de Célia Fontes, de 63 anos, era no ombro. Ficou muito tempo sem conseguir movimentá-lo nem carregar peso por causa da dor que sentia. Acabou passando por uma cirurgia para colocação de três pinos e depois, mesmo com a fisioterapia, nada mudou.

Foi aí que resolveu fazer musculação. “Seis meses depois eu já estava sem dor nenhuma, mexendo o braço, carregando peso, como se nada tivesse acontecido. Nem dava pra acreditar, mudou minha vida”, conta.

Ela treina três vezes por semana e faz natação. “Eu consigo fazer até leg press e agachamento, coisas que as pessoas acham que idoso não deve fazer. Mas o Luiz Gonzaga, meu professor da Cia Athletica, me ajudou muito. Ele é cuidadoso, atento e bravo quando fico fazendo corpo mole. Me ajuda sempre”, explica.

“Como é uma fase em que existem mais sintomas como cansaço, dor nas articulações, redução da flexibilidade, entre outros, o reforço muscular ajuda a recuperar a massa magra que naturalmente diminui com o envelhecimento e consequentemente aumenta a energia e a disposição”, explica Luiz Gonzaga, professor da Cia Athletica Belo Horizonte.

Se exercitar também aumenta a autonomia e a independência, que tendem a ser mais limitadas neste período. Outros benefícios são a redução do risco de desenvolver hipertensão e diabetes já que os exercícios controlam a glicose no sangue; alívio das dores causadas pela artrite reumatoide e osteoartrite; melhora do equilíbrio, diminuindo as quedas; ajuda na perda peso; fortalece os ossos evitando a tão temida osteoporose e melhora aspectos como saúde mental, sono, depressão, ansiedade, entre outros.

 

Fonte: Segs

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