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Atletas da terceira idade são exemplo de disposição e saúde

Histórias de quem tem no esporte o melhor aliado para uma vida plena e feliz

Cerca de 285 troféus e aproximadamente 750 medalhas decoram as prateleiras da sala de estar e da cozinha do atleta José Gregório dos Santos de 83 anos. O desempenho de Gregório no pedestrianismo é perceptível pelas inúmeras taças conquistadas em primeiro lugar.  O aposentado é o mais veloz e resistente do Estado de São Paulo na categoria atletismo dos Jogos Regionais do Idoso (JORI) e todos os anos participa representando Itanhaém. E há doze anos mantém o primeiro lugar na competição.

José Gregório diz que a rotina de alguns dos seus amigos aposentados consistia em levantar da cama e ir direto para os bares jogar dominó e consumir bebidas alcoólicas. “No máximo dois anos os caras já iam conversar com São Pedro. Eu falei: não vou querer uma vida sedentária dessa. E sabe o que eu fiz? Comecei a praticar esporte nos finais de semana”, contou ele.

As caminhadas de Gregório pelo parque eram acompanhadas pela esposa Irma Fereira dos Santos de 71 anos, que participou de corridas até quatro anos atrás, mas parou por conta de questões de saúde. Casados há 51 anos, o casal tem um filho que também é esportista e se inspirou nos pais.

“Percebi que se a gente quer ter uma boa qualidade de vida temos que praticar o esporte e ter uma boa alimentação e foi isso que eu fiz e estou fazendo até hoje, espero fazer sempre”, afirmou Gregório.

Faça chuva ou faça sol Gregório acorda todos os dias às cinco horas da manhã. Ele é muito focado nos treinos e revela o segredo que está por trás de tanta disposição: duas castanhas do Pará, damasco, banana, maçã, granola zero açúcar, abacate, mamão e um copo de leite desnatado, esses seis ingredientes fazem parte do café da manhã do atleta.

Após tomar um copo e meio da vitamina, ele faz 25 minutos de alongamento e abdominal. Depois de aquecido, vai até a praia e faz mais 50 minutos de exercício. “Tudo funciona bem, eu não sinto cansaço, termino os treinos e o tiro – correr rápido – e não fico nem ofegante”.

Em setembro fez uma bateria de exames e os resultados impressionaram os médicos. “Não tenho diabetes, nem colesterol, minha pressão é 12/8 e sabe o remédio que eu tomo? Muita água e alimentação que a minha princesa me dá”, disse Gregório sorridente.

Bartolino e suas 33 maratonas

“Não dou moleza pro corpo não, eu só peço a Deus saúde”, conta José Bartolino da Silva, de 81 anos, que já participou de 33 maratonas e 11 São Silvestres. Bartolino começou primeiro no judô, onde treinou por 14 anos, fez um pouco de capoeira, só então entrou no atletismo e não parou mais.

José Bartolino cresceu em uma casa com 12 irmãos. E com apenas oito anos começou a trabalhar na roça para ajudar o pai. Por isso, saiu da escola. Em busca de melhores condições de vida mudou-se para Curitiba e depois para Itanhaém.

Ele trabalhava como segurança de um banco e costumava ir correndo para o local. Como o serviço dele necessitava de treinamento e da prática de atividades físicas começou então o judô.

Conheceu o atletismo por intermédio de um amigo que viu em Bartolino um grande potencial de atleta. Em seu primeiro dia de treino foi aconselhado a ir mais devagar. “Mas eu queria estar sempre passando na frente”, contou risonho.

Participou de uma maratona em Curitiba que começou às 10 horas e terminou às 10 do domingo. “Sofri, mas fiquei em primeiro lugar, vencendo um campeão que ganhava há três anos seguidos”, disse José Bartolino. Os troféus e medalhas ficam espalhados pela sala de estar e pelo quarto dele.

Bartolini participava de provas de percursos maiores. A última que participou foi o circuito das praias de 20 km em Itanhaém e assim encerrou com 33 maratonas. Já a corrida de São Silvestre pretende deixar de correr quando alcançar 13 participações – faltam apenas duas. E é claro que todos os anos ele não deixa de competir no JORI, sempre representando a cidade onde vive, Itanhaém.

Fonte: Costa Norte

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