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Campanha auxilia idosos a utilizar tecnologia durante quarentena

‘Contágio Mais Vívida’ conecta jovens a idosos isolados para suporte e combate ao isolamento social

Os idosos e imunodeprimidos são os que mais sofrem na atual situação de pandemia causada pelo coronavírus. Uma campanha chamada “Contágio Mais Vívida” conecta jovens voluntários a idosos que estão isolados. A ideia é combater a solidão com conversas onlines e auxiliar na utilização de aplicativos úteis para sobreviver em uma quarentena. O projeto teve início na segunda-feira (16/3) e até a sexta-feira (20/3) contava com 258 voluntários. 

A campanha é capitaneada pela startup Mais Vívida, que desde junho de 2019 auxilia idosos em tarefas do dia a dia com a ajuda de jovens. 

“A plataforma é um sistema de tecnologia no qual se instala um match por localização. Então, a família do idoso contrata o nosso serviço, selecionamos o jovem que está mais próximo desse idoso, vemos qual a atividade será prestada e ele vai até a casa para fazer um atendimento. Sempre trabalhamos assim, até que chegou o coronavírus”, explica a sócia do Mais Vívida, Viviane Palladino. 

Com a pandemia, a plataforma que trabalha com idosos se deparou com a dificuldade de conectar os jovens aos clientes, que estão dentro do grupo de risco. Assim, criaram a campanha ‘Contágio Mais Vívida’, que apresenta os seguintes serviços que faz um auxílio remoto para instalar e usar aplicativos de delivery (nas cidades onde há esse recurso), mobilidade e outros que atendem às necessidades das pessoas isoladas; busca combater o isolamento social do idoso por meio de ligações, mensagens e videochamadas; e auxilia na compra de remédios e suprimentos para que os idosos não precisem ir a farmácias e mercados;

O projeto tem a intenção de conectar as pessoas virtualmente. Os jovens ensinam os idosos a fazerem compras online, a utilizarem aplicativos de carona em caso de emergência e outras necessidades do dia a dia que atualmente devem ser feitas virtualmente.

“Eu confesso que a instalação dos aplicativos de delivery está sendo o mais difícil de todos, porque os idosos têm uma certa resistência, eles não querem utilizar a tecnologia”, afirma Palladino. 

Após receber o atendimento, uma das clientes cadastradas, Graciara de Fátima Silveira do Nascimento, de 70 anos, enviou uma mensagem de agradecimento a Palladino:

“As quatro meninas e um rapazinho do grupo de vocês me ligaram ontem e mantiveram contato quase que o dia inteiro no WhatsApp com áudio e vídeos e foi o melhor dia que eu passei nesses últimos cinco que eu estive de quarentena”, dizia o texto.

A idosa está isolada e sua filha não pode visitá-la porque voltou de viagem recentemente. “Eu estou realmente sozinha. Ninguém entra e ninguém sai. A gente fica um pouco deprimido, ainda mais eu que já faço tratamento para depressão há anos”, afirma.

O cadastro é feito pelo site do projeto Mais Vívida. A campanha ‘Contágio Mais Vívida’ é gratuita.

 

Fonte: JOTA

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