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2021 vai ser o ano do cuidado

Quem abraçar essa causa estará se transformando de dentro para fora e se esforçando para que as coisas sejam diferentes depois da pandemia

Numa de suas últimas edições, a revista “The economist” lembrou que a pandemia do novo coronavírus foi um aviso para a humanidade. Uma espécie de lembrete macabro de que, apesar de todo o progresso tecnológico, continuamos vulneráveis a catástrofes que podem sacudir o planeta. E para quem diz que esse foi um ano sem precedentes, a História mostra o contrário. A Peste Negra ceifou um décimo da população mundial entre 1346 e 1353. Os povos das Américas foram dizimados pelas doenças trazidas pelos europeus. A epidemia de gripe de 1918 matou uma em cada 30 pessoas do planeta. Não pretendo abater o ânimo de ninguém ao desfiar a lista de calamidades. Faço isso apenas porque os cientistas afirmam que o risco de algo semelhante à Covid-19 nunca foi uma questão de se e, sim, de quando aconteceria.

Teremos aprendido a lição? Que cada um pare e reflita no último dia de 2020. E que eleja 2021 como o ano do cuidado: consigo mesmo e com os outros. Este blog festeja, com frequência, um futuro nada distante com robôs, drogas que atuem para combater o envelhecimento, regeneração celular e terapia genética. Mas, principalmente, enfatiza a importância da atividade física, da alimentação equilibrada, do sono de qualidade, das relações afetivas que servem como rede de proteção contra a solidão. Quem abraçar essa causa estará se transformando de dentro para fora e se esforçando para que as coisas sejam diferentes depois da pandemia.

No entanto, não podemos esquecer de também abraçar a tecnologia. Não se trata de perder horas atrás de “likes” ou se limitar a compartilhar vídeos descartáveis. Eu me refiro a saber utilizar as opções que estão à nossa disposição – e que nos ajudarão a cuidar melhor da saúde, a nos manter socialmente conectados e politicamente engajados. Aqueles que estavam mais familiarizados e bem equipados foram os que conseguiram se sair melhor durante o isolamento. Plataformas como o Senior Planet, por exemplo, criaram cursos e guias on-line que iam de aulas de alongamento e ioga na cadeira a como usar os recursos de redes sociais. Nos Estados Unidos, 80% das mortes por Covid-19 foram de pessoas acima dos 65 anos, e 30% dos óbitos relacionados ao novo coronavírus se deram em instituições de longa permanência ou residenciais de idosos. São lugares pouco frequentados inclusive pelas próprias famílias. São retalhos que compõem o grande manto de invisibilidade da velhice. Pois chegou a hora de a tecnologia ser o instrumento para dar voz e visibilidade aos mais velhos.

Fonte: G1

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