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O estado nutricional faz diferença para se recuperar da Covid-19

A desnutrição integra a lista de ameaças a quem é internado pela Covid-19 — e, pior, pode comprometer a recuperação. Pesquisas independentes que fazem parte do projeto internacional NutriCOVer, da Danone, demonstram que é significativo o índice de pessoas que apresentam dificuldades para se alimentar, perda de peso e carência de nutrientes nesse contexto.

E indicam que a avaliação nutricional e a suplementação adequada não só auxiliam a minimizar os riscos como encurtam o tempo de hospital. O Brasil faz parte da iniciativa por meio de um estudo coordenado pelos médicos Dan Waitzberg, da Universidade de São Paulo (USP), e Paulo César Ribeiro, do Hospital Sírio-Libanês (SP).

Eles acompanharam 357 pacientes internados e constataram que cerca de seis em cada dez apresentaram manifestações sensoriais ou gastrointestinais que geraram prejuízos à ingestão de comida.

Segundo Waitzberg, a Covid-19 pode deflagrar um estado de inflamação sistêmica, que exige esforço e reservas de energia do corpo para ser controlada. Sem combustível suficiente, o organismo tem um trabalho bem mais árduo pela frente.

Por isso, a pesquisa também testou o uso de um suplemento altamente energético e proteico em pacientes com essa demanda. “Ele teve ótima aceitação e ajudou a alcançar as necessidades nutricionais, o que potencialmente contribui para a recuperação”, resume o professor da USP.

Veja alguns dados da pesquisa


+ 63% das pessoas hospitalizadas com Covid-19 na pesquisa feita em São Paulo tiveram alguma repercussão (perda de olfato e paladar, diarreia, constipação…) que afetou a ingestão alimentar

+ 45% dos indivíduos com a doença desenvolveram desnutrição com perda média de 5 a 10 kg em um estudo espanhol

+ 44% dos pacientes brasileiros apresentaram perda de peso em decorrência desse processo

+ 70% dos internados passaram a se alimentar menos na fase aguda da infecção, segundo análise realizada na França

+ 3 dias a menos de internação após uso de suplementos proteicos e energéticos foram registrados em intervenção conduzida na Rússia

Fonte: Veja Saúde

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